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Prezados,

 

Ao superarmos a marca dos 25.300 acessos, infelizmente também rompemos o limite de 5GB do banco de dados disponibilizados pela UOL para o Blog do Café. Assim, não consigo mais fazer postagens nesse endereço.

 

Estou trabalhando em algo que tenha um banco de dados ilimitado para dar sequência ao Blog do Café, ainda que em outro domínio, o qual, quando definido, deixarei disponibilizado aqui para vocês.

 

Um abraço,

 

PA



Escrito por Paulo André (PA) às 17h18
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CEPEA: APESAR DA FRAQUEZA DO DÓLAR, PREÇO DO ARÁBICA SE MANTÉM FIRME

 

Segundo informativo mensal divulgado hoje pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq USP), o Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve média de R$ 279,70 por saca de 60 kg em março, o que representou leve alta de 0,37% em relação ao mês antecedente.

 

De acordo com os pesquisadores da entidade, os contratos futuros do café arábica, em março, mantiveram-se praticamente estáveis na bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US), de forma que o vencimento maio — o mais negociado —, subiu 0,3%, ficando cotado a 133,75 centavos de dólar por libra peso no último dia do mês.

 

Por outro lado, os pesquisadores do Cepea apontaram que o dólar comercial despencou 3% em março de 2010, com a média mensal se situando em R$ 1,786/US$. “Mesmo com a fraqueza do dólar frente ao real, a oferta restrita de grãos de qualidade no Brasil sustentou as cotações internas”, concluíram. Leia, abaixo, comentário do Cepea/Esalq USP sobre o mercado do café arábica relativo a março de 2010 e, na seqüência, veja gráfico e tabela com a evolução do valor da saca de 60 kg da variedade no mercado físico.

 

Granação do arábica se uniformiza em algumas regiões

A produção brasileira de café arábica da safra 2010/11 está se uniformizando, em termos de padrão do grão. De modo geral, o calibre dos grãos tem se igualado na maioria das regiões e, com o grau de maturação avançado, alguns lotes poderão ser colhidos um pouco antes do previsto. Agentes colaboradores do Cepea estavam preocupados quanto à qualidade da temporada, uma vez que o prolongamento do período de floradas poderia resultar em produção com granação e maturação desuniformes. O receio era de que, durante a colheita, existissem grãos verdes e maduros no mesmo galho. Como a colheita do café dificilmente é seletiva, os lotes poderiam registrar um percentual maior de catação. Em algumas regiões, como o Sul de Minas Gerais, bem como Mogiana Paulista e Noroeste do Paraná, o tamanho dos grãos está mais uniforme, diminuindo a preocupação quanto à qualidade da safra 2010/11.

 

Já com relação aos preços para os cafés restantes, analisando a série histórica de cotações do Cepea, iniciada em 1996, os preços do arábica tipo 6 costumam manter-se firmes até meados de maio, na maioria das safras. Sendo assim, se 2010 for semelhante aos anos anteriores, até maio, o produtor pode ter boas chances de negociar o café em patamares satisfatórios. Além disso, os preços do grão podem conseguir relativa sustentação neste ano, devido ao aquecimento do consumo externo e interno, combinado com baixos estoques internacionais.

 

Quanto à comercialização do arábica 2009/10, o ritmo seguiu satisfatório em março. Segundo agentes consultados pelo Cepea, no Cerrado Mineiro, até o final do mês, ainda havia cerca de 20% da safra para ser negociada. Já na Mogiana e em Garça (SP), bem como no Sul de Minas Gerais, restavam apenas 15%. O Noroeste do Paraná era a região com maior percentual a comercializar, cerca de 30 do total da safra passada. Em todas as regiões pesquisadas pelo Cepea, porém, a maior parte do café disponível ainda era de qualidade baixa ou intermediária, com pouca disponibilidade de cafés finos.

 

No ano passado, segundo levantamento feito pelo Cepea em março, a maioria das regiões ainda possuía mais de 30% a comercializar. O ritmo mais avançado de negociação neste ano pode ser atribuído ao menor volume produzido no Brasil – devido à bienalidade negativa da cultura do arábica – e ao Programa de Opções do Governo Federal, que enxugou parte dos melhores grãos disponíveis.

 

 



Escrito por Paulo André (PA) às 15h29
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CEPEA: PREÇO DO ROBUSTA VOLTA AOS NÍVEIS OBSERVADOS EM JANEIRO

De acordo com o informativo mensal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq USP), referente a março de 2010, as cotações do café robusta, no mercado interno, recuperaram-se ligeiramente, voltando aos patamares observados em janeiro. “Com compradores necessitando do grão, muitos vendedores aproveitaram para negociar seus lotes antes do início da safra 2010/11”, explicaram os pesquisadores da entidade.

 

Por outro lado, eles relataram que, no final do mês, a variedade voltou a registrar recuo nas cotações, mas, ainda assim, o balanço de março foi positivo. A média mensal do Indicador Cepea/Esalq para o conillon tipo 6, peneira 13 acima, foi de R$ 173,67 por saca, volume 3,09% superior ao do mês antecedente. A média do tipo 7/8 ficou em R$ 168,82 por saca, registrando alta de 3,04% – ambos a retirar no Espírito Santo. Leia, abaixo, comentário do Cepea/Esalq USP sobre o mercado do café robusta, em março de 2010, e, na seqüência, gráfico e tabela com a evolução do valor da saca de 60 kg da variedade no mercado físico.

 

RELATÓRIO: Inicia colheita de robusta

A colheita de robusta iniciou-se com força em março na maioria dos estados produtores. Em Rondônia e na Bahia, onde vários lotes da safra nova já haviam sido colhidos em fevereiro, houve significativa intensificação dos trabalhos de campo em março. Nestes estados, boa parte dos grãos disponíveis para comercialização já são da nova safra e os preços estão em torno de R$ 155,00/saca de 60 kg. Esse valor é cerca de R$ 10,00/sc menor que os preços para os grãos da safra 2009/10, devido ao maior número de defeitos dos grãos de início de safra – em torno de 700 a 800.

 

Já no Espírito Santo, maior estado brasileiro produtor da variedade, agentes locais comentam que apenas alguns lotes da nova temporada foram colocados à venda em março. Dessa forma, a expectativa é de maior oferta do grão em abril e, conseqüentemente, menor preço.

 

Com relação à produção da safra 2010/11 de robusta, agentes acreditam que, mesmo com a forte estiagem ocorrida no Espírito Santo, nos primeiros meses do ano, os impactos sobre o volume produzido devem ser amenizados em boa parte dos cafezais. Isso porque muitas lavouras da variedade são irrigadas e, apesar de haver algumas perdas registradas, agentes endossam a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta crescimento de 12,6% a 17,9% em relação à safra 2009/10. Em sua primeira projeção, a instituição apontou a produção capixaba entre 8,56 e 8,96 milhões de sacas de 60 kg de café robusta beneficiado.

 

 

 



Escrito por Paulo André (PA) às 13h08
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PGPM: APROVADOS R$ 157,2 MI PARA COMPRA DE CAFÉ VIA OPÇÕES

Na semana passada, o governo federal aprovou R$ 370,8 milhões para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fazer a compra, por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), de café, trigo, milho e feijão neste mês.

 

Segundo informações da assessoria de imprensa da estatal, a decisão é da comissão interministerial formada pelas Pastas da Fazenda e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento junto ao Banco do Brasil, em reunião ocorrida no início de abril. Os instrumentos utilizados pela Conab para a compra dos produtos são as Aquisições do Governo Federal (AGF) e os Contratos de Opção.

 

Para o café, foram liberados R$ 157,2 milhões do total, os quais serão empregados para a compra do produto — pelo preço mínimo de R$ 261,69 — através dos Contratos de Opção dos cafés originários de Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Espírito Santo e Bahia.



Escrito por Paulo André (PA) às 10h58
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PREÇO DO ROBUSTA CAI COM INÍCIO DA COLHEITA, APONTA CEPEA

 

Após o início da safra de robusta do Espírito Santo, as cotações da variedade só têm registrado quedas, é o que constatou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq USP).

 

Segundo pesquisas da entidade, a maior oferta do produto, atrelada ao menor interesse por parte dos compradores, não permitem que as cotações se sustentem. “Agentes colaboradores do Cepea comentam que, daqui em diante, as perspectivas são baixistas e praticamente não há fatores positivos para que as cotações registrem ganhos”.



Escrito por Paulo André (PA) às 10h44
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CAFÉ SEGUE OUTROS MERCADO E CAI NA BM&BOVESPA

No Brasil, os contratos futuros do café arábica acompanharam o movimento dos mercados internacionais da variedade e fecharam desvalorizados. “Depois que Nova Iorque tocou nas máximas e não teve força para romper o suporte, na segunda-feira da semana passada, o café perdeu força devido à realização de lucros de especuladores, movimento acompanhado pela BM&FBovespa”, resumiu um corretor consultado pelo Blog do Café.

 

BM&F - São Paulo (US$ por saca de 60 kg)

Contratos

08/04/2010

09/04/2010

Diferença

(%)

Mai/10

166,95

166,05

-0,90

-0,54

Jul/10

161,25

159,95

-1,30

-0,81

Set/10

160,25

158,55

-1,70

-1,06



Escrito por Paulo André (PA) às 10h25
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QUARTA QUEDA SEGUIDA EM NOVA IORQUE NA SEXTA-FEIRA

Os contratos futuros do café arábica registraram novas e significativas perdas na sexta-feira (9), dando continuidade à tendência negativa que começou no início da semana passada. Com essa quarta queda consecutiva, os preços recuaram às mínimas de duas semanas na Bolsa de Nova Iorque — 132,70 centavos de dólar por libra peso no vencimento maio.

 

Segundo um analista consultado pelo Blog do Café, o mercado nova-iorquino vem recuando desde que tocou na máxima de cinco semanas, na segunda-feira da semana passada, mas não conseguiu romper a resistência em 140,00 centavos. “Isso sinalizou aos traders que o movimento de alta não teria continuidade. Assim, os especuladores entraram realizando lucros ao longo de toda a semana passada”, explicou.

 

Por outro lado, ele anotou que a disponibilidade dos cafés com maior qualidade, os arábicas suaves, continua extremamente reduzida, o que deve dar suporte ao mercado cafeeiro. “Os prêmios para a maioria desses cafés (arábicas suaves) teve alta na semana no mercado a vista. Ainda assim, o mercado como um todo não está atento aos prêmios elevados e à redução dos estoques”, comentou.

Nova Iorque (US$ cents por libra peso)

Contratos

08/04/2010

09/04/2010

Diferença

(%)

Mai/10

134,70

132,70

-2,00

-1,48

Jul/10

136,45

134,50

-1,95

-1,43

Set/10

138,00

136,05

-1,95

-1,41



Escrito por Paulo André (PA) às 10h06
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ROBUSTAS FECHAM COM GANHOS MARGINAIS EM LONDRES

Os contratos futuros do café robusta fecharam com alta marginal nesta sexta-feira, em nova sessão marcada por poucos negócios. “O mercado operou sem apresentar uma direção mais definida. A continuidade de um movimento de vendas por parte de origens pesou sobre os contratos, mas a desvalorização do dólar frente a outras moedas deu suporte e acabou prevalecendo no final”, analisou um corretor consultado pelo Blog do Café.

 

Londres (US$ por tonelada)

Contratos

08/04/2010

09/04/2010

Diferença

(%)

Mai/10

1.338

1.340

2

0,15

Jul/10

1.374

1.376

2

0,15

Set/10

1.405

1.405

0

0,00



Escrito por Paulo André (PA) às 15h29
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REPRODUÇÃO: BRIC AVALIA NOVA MOEDA PARA O COMÉRCIO ENTRE OS PAÍSES

 

Eliane Cantanhêde / Colunista da Folha

 

 

Os governos do Brasil, da Rússia, da Índia e da China, reunidos sob a sigla Bric, vão aproveitar a reunião do grupo, na próxima sexta-feira, em Brasília, para fazer avançar o debate sobre a criação de uma nova moeda que tenha validade internamente entre os quatro e possa ser usada internacionalmente como opção ao dólar.

 

A informação foi dada ontem pelo embaixador Roberto Jaguaribe, subsecretário-geral de Política do Itamaraty, mas cercada de ressalvas e cautelas, para, segundo ele, "não criar marolas nem ondas desnecessárias" no ambiente internacional. Ou seja: não criar tensões com os Estados Unidos.

 

"Haverá discussões em nível técnico, sem expectativas de fazer [a moeda comum] de uma forma abrupta que balance os mercados", disse Jaguaribe, lembrando que a China levantou a ideia há um ano e meio, até porque tem condição muito diversa da brasileira, com reservas de mais de US$ 2,5 trilhões em diferentes moedas.

 

A discussão sobre uma moeda comum tem sido embalada pelo novo equilíbrio mundial a partir da crise exportada pelos EUA e do peso dos emergentes no crescimento global.

 

Citando dados do FMI, o embaixador disse que os emergentes foram responsáveis por 46,3% do crescimento mundial entre 2000 e 2008, e o percentual deve ultrapassar os 50% quando consolidados os dados até 2009. A projeção de 2008 a 2014 é que chegue a 61,3%.

 

No caso brasileiro, o reflexo recai diretamente sobre as relações comerciais: as trocas do Brasil com os demais emergentes passaram de 32% para 58%.

 

Como parte dos debates, técnicos brasileiros irão explicar aos demais como funciona, ainda que precariamente, o uso de moedas locais nas relações entre o Brasil e a Argentina.

 

Haverá ainda duas reuniões paralelas do sistema financeiro: os bancos de desenvolvimento terão debates na sede do BNDES, no Rio, na quarta, e estão previstas também trocas de experiências de bancos comerciais dos países emergentes, provavelmente em São Paulo.

 

O embaixador disse também que os países do Bric vão insistir em avanços na chamada nova governança global, com a reforma de organismos como o próprio FMI e o Banco Mundial, para buscar maior equilíbrio entre as nações.

 

Os presidentes dos quatro países terão reunião no Itamaraty na sexta-feira, um dia depois do encontro de um outro grupo emergente, o Ibas (Índia, Brasil e África do Sul).

 

Segundo Jaguaribe, a questão do Irã também será tratada, "para que cada país conheça melhor a posição do outro".

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também terá visitas oficiais, de governo a governo, do presidente da China, Hu Jintao, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, além de encontros em separado com os presidentes da Rússia, Dimitri Medvedev, e da África do Sul, Jacob Zuma.

 

O Brasil, criticado por reconhecer a China como "economia de mercado", prepara o que vem sendo apelidado de "PAC 3" com o país -um Programa de Ação Conjunta em áreas que vão de saúde à energia.



Escrito por Paulo André (PA) às 15h02
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RECEITA COM EXPORTAÇÃO SOBE 16% NO ACUMULADO DO ANO ATÉ MARÇO

De acordo com o Informe Estatístico do Café, divulgado hoje pelo Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia (Dcaf/SPAE), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as exportações brasileiras de todos os tipos de café totalizaram 418.320 toneladas no primeiro trimestre deste ano, permanecendo praticamente estável (+0,04%) em relação às 418.160 toneladas embarcadas de janeiro ao fim de março de 2009.

 

Em receita, o volume remetido ao exterior proporcionou o recebimento de US$ 1,160 bilhão no acumulado do primeiro trimestre de 2010, montante 16,01% superior ao angariado no acumulado de janeiro a março do ano passado, quando as exportações renderam US$ 1,000 bilhão ao Brasil.

 

CAFÉ VERDE — Também segundo os dados do Informe Estatístico, as exportações brasileiras de café verde totalizaram 399.592 toneladas entre janeiro e março, sendo 0,26% inferiores às 879.477 toneladas do mesmo período do ano passado. Por outro lado, no que se refere à receita obtida com as remessas do grão verde no primeiro trimestre do ano, apurou-se um crescimento de 17,48%, com o valor arrecadado saindo de US$ 879 milhões (janeiro a março de 2009) para os atuais US$ 1,033 bilhão. O preço médio pago pela tonelada de café verde remetido ao exterior pelo Brasil foi de US$ 2.586, valor que representou alta de 17,79% na comparação com os US$ 2.195 pagos por tonelada no primeiro trimestre do ano passado.

 

SOLÚVEL — As exportações brasileiras de café solúvel somaram 16.565 toneladas nos primeiros três meses deste ano, o que representou elevação de 11,68% na comparação com as 14.833 toneladas embarcadas no mesmo intervalo de 2009. A receita obtida com as remessas de solúvel ao exterior seguiu o mesmo caminho. O volume exportado gerou US$ 116,092 milhões no acumulado de janeiro a março, ou 8,30% a mais que o rendimento obtido nos três primeiros meses do ano passado (US$ 107,193 milhões). Se o volume e a receita subiram, não se pode dizer o mesmo do preço médio pago pela tonelada de café solúvel brasileiro. No primeiro trimestre do ano, cada 1.000 kg do produto foram negociados a US$ 7.008, implicando queda de 3,02% frente aos US$ 7.227 pagos por tonelada no mesmo período de 2009.

 

TORRADO E MOÍDO — Os embarques do produto torrado e moído totalizaram 1.033 toneladas até março de 2010, o que representou um recuo na ordem de 14,20% em relação às 1.204 toneladas remetidas ao exterior no mesmo período do ano passado. A receita obtida com as remessas desse café industrializado também teve queda (-15,82%), com o valor arrecadado saindo de US$ 6,599 milhões para US$ 5,555 milhões. O preço médio pago pelo produto foi de US$ 5.378 por tonelada, valor que implicou declínio de 1,89% na comparação com os US$ 5.481 pagos por tonelada no acumulado dos três primeiros meses do ano passado.

 

OUTROS ESTRATOS — Ainda de acordo com o Informe Estatístico do Mapa, as exportações brasileiras de outros estratos e essências de café alcançaram 1.130 toneladas entre janeiro e março, registrando redução de 23,44% ante as 1.476 toneladas do mesmo período antecedente. No que se refere à receita obtida com as remessas do produto no primeiro trimestre do ano, apurou-se uma queda de 20,57%, com o valor arrecadado descendo de US$ 7,033 milhões para os atuais US$ 5,586 milhões. Por outro lado, o preço médio pago pela tonelada remetida ao exterior foi de US$ 4.943, ou 3,75% a mais do que os US$ 4.765 pagos por tonelada no primeiro trimestre do ano passado.

 

Veja, abaixo, tabela comparativa ilustrando volume, receita e preço médio das exportações nacionais de janeiro a março de 2009 e 2010.

 



Escrito por Paulo André (PA) às 14h25
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CAPADR INAUGURA PAINEL COM COTAÇÕES DE PRODUTOS AGRÍCOLAS

 

Contando com a presença da Senadora Kátia Abreu (ao centro da foto), a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados inaugurou, na quarta-feira, dia 7 de abril, um painel de cotações em tempo real de produtos agrícolas brasileiros. O sistema ficará à disposição na sala da CAPADR e foi cedido através de parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

Segundo informações da assessoria do deputado federal Silas Brasileiro (foto à dir.), o painel ficaria no plenário da CAPADR, mas um dilema foi criado pelo deputado Nazareno Fontelles, que se mostrou contrário à exposição dos números durante as reuniões. O deputado se disse constrangido e avaliou que o painel tiraria a atenção dos espectadores e dos deputados do andamento das sessões. Nazareno chegou a indagar à mesa da Comissão a legalidade do uso do instrumento de informação, de acordo com o Regimento Interno da Câmara.

 

O presidente da CAPADR, Abelardo Lupion (foto à esq.), ponderou dizendo que o painel irá proporcionar informação fundamental para o dia a dia dos parlamentares da Comissão. Lupion afirmou que consultou a mesa da Câmara dos Deputados, o que foi confirmado pelo deputado Nelson Marquezelli, integrante da mesa diretora da Casa, mas propôs que a tela fique exposta na sala da Comissão de Agricultura. Segundo o presidente, mesmo não sendo a opinião da maioria, acataria o pedido do deputado Nazareno para evitar qualquer tipo de constrangimento.

 

O deputado Silas Brasileiro parabenizou a senadora Kátia Abreu e o presidente Lupion pela iniciativa. “Esse painel dá um toque de inovação e modernidade à Comissão. Somente o agronegócio café gera mais de 8,4 milhões de empregos e as cotações divulgadas comprovam como os preços dos produtos agrícolas estão aviltados”, comentou.

 

A senadora Kátia Abreu afirmou que não houve intenção de gerar propaganda comercial para a CNA ao propor a instalação do painel. A ideia, segundo a senadora, é divulgar não apenas a informação dos preços dos produtos, mas tornar conhecidos seus altos custos.

 

Abelardo Lupion finalizou dizendo que a Comissão de Agricultura está à disposição de todo o setor produtivo para que mais parcerias sejam firmadas para exposições de produtos agrícolas regionais.



Escrito por Paulo André (PA) às 10h10
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NO BRASIL, DÓLAR DIVERGE E FECHA COM LEVE QUEDA DE 0,05%

Ao contrário do ocorrido com a maioria das outras principais moedas do mundo, o dólar comercial registrou leve queda de 0,05% em relação ao real, encerrando os negócios desta quinta-feira a R$ 1,775 na compra e a R$ 1,777 na ponta vendedora. No acumulado da semana, porém, a divisa americana ainda acumula alta de 0,45%.



Escrito por Paulo André (PA) às 18h50
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CAFÉ DESPENCA NO FECHAMENTO DA BM&FBOVESPA

As posições futuras do café robusta despencaram no fechamento da BM&FBovespa, sendo pressionadas pelo movimento negativos dos mercados internacionais de commodities. “A valorização do dólar frente a outras moedas mundiais foi o fator preponderante para a forte desvalorização de hoje em todas as bolsas”, comentou um analista consultado pelo Blog do Café.
 

BM&F - São Paulo (US$ por saca de 60 kg )

Contratos

07/04/2010

08/04/2010

Diferença

(%)

Mai/10

170,50

166,95

-3,55

-2,08

Jul/10

164,55

161,25

-3,30

-2,01

Set/10

163,40

160,25

-3,15

-1,93



Escrito por Paulo André (PA) às 18h47
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DÓLAR PRESSIONA MERCADOS DE COMMODITIES E CAFÉ DESPENCA NA ICE

Os contratos futuros do café arábica despencaram no fechamento de hoje da ICE Futures US, acompanhando o movimento negativo de outros mercados. Ao longo do pregão, a posição maio desceu, inclusive, às mínimas de duas semanas, a 133,80 centavos de dólar por libra peso.

 

“Hoje, os mercados de commodities foram pressionadas por vendas especulativas, as quais surgiram devido à valorização do dólar em relação às demais moedas. Além disso, outros mercados, como os de metais, petróleo e grãos, bem como a maioria das soft commodities, registraram perdas”, analisou um corretor consultado pelo Blog do Café.

 

De acordo com ele, o mercado de café vivencia um “momento normal”, sem fatores fundamentais gerando suporte ou pressão. “O que vimos, hoje, foi a continuação do padrão de altas e baixas dentro do intervalo de 130,00 a 140,00 centavos que tem predominado desde fevereiro”, explicou.

 

Olhando pelo lado dos fundamentos, o mercado cafeeiro internacional encontra suporte no aperto atual entre oferta e demanda, porém a expectativa de uma safra “grande” no Brasil — maior produtor mundial — deve gerar pressão. Os traders comentam que o País colha entre 48 milhões e 50 milhões de sacas de café em 2010.

 

Nova Iorque (US$ cents por libra peso)

Contratos

07/04/2010

08/04/2010

Diferença

(%)

Mai/10

137,55

134,70

-2,85

-2,07

Jul/10

139,25

136,45

-2,80

-2,01

Set/10

140,70

138,00

-2,70

-1,92



Escrito por Paulo André (PA) às 18h43
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CÁPSULAS: SARA LEE LANÇA CONCORRENTE DO NESPRESSO

 

De acordo com nota publicada hoje no jornal Valor Econômico, a americana Sara Lee, proprietária das marcas Café Pilão e Café do Ponto, lançou, ontem, um concorrente mais barato para as cápsulas de café para máquinas Nespresso. Até então, o consumidor que comprasse uma dessas máquinas tinha apenas a opção de comprar as cápsulas de café da Nestlé, dona da Nespresso.

 

A matéria do Valor destacou que, segundo a Bloomberg, as cápsulas serão vendidas em qualquer supermercado, por um preço mais competitivo. Enquanto a caixa com 10 cápsulas da Nestlé tem preço a partir de € 3,70 (R$ 8,74) na França - ou de R$ 19,90 no Brasil - as cápsulas L´OR da Sara Lee serão vendidas inicialmente a € 2,99 (R$ 7,06) nos autosserviços franceses, incluindo Carrefour, Auchan e LeClerc.

 

A Sara Lee informou que não tem previsão de quando irá lançar suas cápsulas de café no Brasil.



Escrito por Paulo André (PA) às 17h30
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LONDRES FECHA ESTENDENDO PERDAS DA SESSÃO ANTERIOR

Os contratos futuros do café robusta fecharam desvalorizados no pregão de hoje da Liffe, estendendo as perdas da sessão anterior. Um analista consultado pelo Blog do Café disse que o mercado londrino teve mais uma sessão marcada por poucos negócios realizados. “A pressão de hoje foi ocasionada por algumas vendas por parte de origens”, explicou.

 

De acordo com ele, os preços internacionais do café conilon ainda sofrem com a ausência de notícias fundamentais. “Tal qual ontem, a valorização do dólar americano em relação às demais moedas internacionais foi outro fator de pressão”, concluiu.

 

Londres (US$ por tonelada)

Contratos

07/04/2010

08/04/2010

Diferença

(%)

Mar/10

1.345

1.338

-7

-0,52

Mai/10

1.380

1.374

-6

-0,43

Jul/10

1.413

1.405

-8

-0,57



Escrito por Paulo André (PA) às 15h36
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EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO TÊM MELHOR MARÇO DA HISTÓRIA

 

As exportações do agronegócio, em março de 2010, registraram recorde para os meses de março da série histórica da balança comercial ao totalizarem US$ 6,011 bilhões. Esse valor é 25,5% superior ao do mesmo período de 2009 e foi puxado pelo incremento dos embarques de produtos florestais (62,1%), complexo soja (18,3%), complexo sucroalcooleiro (48%), carnes (24,8%), café (26,2%) e couros e seus produtos (59,6%).

 

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o superávit registrado no mês alcançou US$ 4,872 bilhões. “Esse resultado mostra, mais uma vez, a importância do agronegócio brasileiro como gerador de superávit comercial e, sobretudo, a pujança do setor”, frisou o ministro Wagner Rossi.

 

Clique nos links e acesse mais informações sobre a Balança Comercial do Agronegócio e o Resumo relativo ao mês de março.



Escrito por Paulo André (PA) às 13h54
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DIA INTERNACIONAL DO CAFÉ É COMEMORADO NESTA QUARTA-FEIRA

“No Dia Internacional do Café, celebrado nesta quarta-feira (7), é importante lembrar que esse produto tão agradável envolve o trabalho de milhões de brasileiros nas etapas de produção, comercialização, industrialização e consumo”. A afirmação é do secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Manoel Bertone (foto), acrescentando, por meio da assessoria da Pasta, que a política desenvolvida pelo governo estimula a remuneração adequada para cada segmento da cadeia produtiva.
 
De acordo com ele, em 2010, o País vai aumentar a participação do grão brasileiro no mercado internacional, já que produtores de cafés lavados, como os países centro-americanos e a Colômbia, têm apresentado estabilidade ou queda de produção, além de preços elevados. “Neste ano civil, com previsão de safra de ciclo alto, devemos exportar aproximadamente 31,6 milhões de sacas de 60 quilos de produto beneficiado, o que representa aumento superior a 4%, em relação a 2009”, destaca. O Brasil é o país que mais produz e exporta o grão e, Minas Gerais, o estado que mais cultiva, com mais de 50% do mercado.

 
INVESTIMENTOS — Para a safra 2010/2011, o governo vai elaborar um programa de financiamentos com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), envolvendo cerca de R$ 2 bilhões. “O objetivo é proporcionar  condições financeiras aos produtores durante a colheita e pré-comercialização da safra”, ressalta Bertone.



Escrito por Paulo André (PA) às 18h49
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BM&FBOVESPA SEGUE MERCADOS INTERNACIONAIS E CAFÉ RECUA

No Brasil, os contratos futuros do café arábica, negociados na BM&FBOVESPA, percorreram o mesmo caminho da ICE Futures US e também voltaram a recuar. “Não houve nada específico, apenas um acompanhamento do que ocorreu no cenário internacional para todas as commodities, inclusive o café no mercado nova-iorquino” , resumiu um corretor consultado pelo Blog do Café.

 

BM&F - São Paulo (US$ por saca de 60 kg )

Contratos

06/04/2010

07/04/2010

Diferença

(%)

Mai/10

171,25

170,50

-0,75

-0,44

Jul/10

165,60

164,55

-1,05

-0,63

Set/10

164,70

163,40

-1,30

-0,79



Escrito por Paulo André (PA) às 18h40
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DÓLAR SE RECUPERA E PRESSIONA COMMODITIES; CAFÉ CAI EM NY

Os contratos futuros do café arábica voltaram a fechar em queda na Bolsa de Nova Iorque, sendo pressionados pela recuperação do dólar frente a outras moedas. Além disso, outros mercados registraram realizações de lucro, movimento que foi acompanhado no cafeeiro internacional. “As compras de fundos especulativos, que sustentaram a ICE (Futures US) nas últimas duas semanas, perderam força hoje”, analisou um corretor consultado pelo Blog do Café.

 

Nesta quarta-feira, o dólar norte-americano se firmou, conforme seguem incertas condições para um pacote de ajuda financeira à Grécia, fato que estimula aplicações em mercados menos arriscados. “Isso foi o motivador para a ausência de compras nas commodities”, comentou o corretor, que acredita que “os indicadores mostram que o mercado se manterá abaixo da resistência de 140 centavos (de dólar por libra peso)”.
 
Em Nova Iorque, o mercado dos arábicas oscila na faixa entre 137,00 e 140,00 centavos. “Apesar de haver pressão da iminente entrada da safra 2010 do Brasil, que o mercado espera entre 48 milhões e 50 milhões de sacas, a oferta mundial apertada dá suporte”, explicou. O corretor completou anotando que, embora tenham surgido vendas de origens nesta quarta, os produtores devem aguardar novas altas para voltarem a vender”.
 

Nova Iorque (US$ cents por libra peso)

Contratos

06/04/2010

07/04/2010

Diferença

(%)

Mai/10

139,20

137,55

-1,65

-1,19

Jul/10

140,85

139,25

-1,60

-1,14

Set/10

142,20

140,70

-1,50

-1,05



Escrito por Paulo André (PA) às 18h38
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DÓLAR INTERROMPE SÉRIE DE SEIS QUEDAS E SOBE A R$ 1,778

O dólar comercial encerrou os negócios desta quarta-feira com valorização de 1,31%, cotado a R$ 1,776 na compra e a R$ 1,778 na venda. Dessa forma, a divisa quebrou uma série de seis quedas consecutivas. No mês, a moeda ainda cai 0,17%, mas, no ano, acumula ganhos de 2%.



Escrito por Paulo André (PA) às 17h34
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LONDRES SEGUE NOVA IORQUE E FECHA DESVALORIZADA

Os contratos futuros do café robusta fecharam com significativas perdas na Bolsa de Londres, em mais um dia marcado por poucos negócios, no qual a Liffe buscou direcionamento no mercado de Nova Iorque. “O problema é que os arábicas caíram mais de 1% na ICE (Futures US)”, comentou um analista consultado pelo Blog do Café.

 

De acordo com ele, alguns especuladores liquidaram posições nesta quarta-feira, fator que também pressionou os futuros dos robustas na Liffe. “Além disso, a ausência de notícias fundamentais deixa o a Bolsa de Londres fadada a acompanhar os demais mercados”, concluiu.

 

Londres (US$ por tonelada)

Contratos

06/04/2010

07/04/2010

Diferença

(%)

Mar/10

1.363

1.345

-18

-1,32

Mai/10

1.397

1.380

-17

-1,22

Jul/10

1.431

1.413

-18

-1,26



Escrito por Paulo André (PA) às 17h07
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MELHOR MARÇO PARA AS EXPORTAÇÕES DE CAFÉ NOS ÚLTIMOS 5 ANOS

 

As exportações brasileiras de café totalizaram 2.605.962 sacas de 60 kg em março deste ano, gerando uma receita de US$ 412,573 milhões, dados que representaram incrementos de 0,22% em volume (2.600.354 sacas) e 18,41% em receita (US$ 348,420 milhões) na comparação com o terceiro mês de 2009. O desempenho de março de 2010 foi o melhor dos últimos cinco anos para o mês. As informações foram divulgadas, nesta quarta-feira, pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé).

 

De acordo com o diretor geral da entidade, Guilherme Braga (foto), o destacado resultado obtido no mês anterior, especialmente no que se refere à receita obtida, reflete o cenário do mercado internacional. “Deve-se (bom desempenho) à recuperação dos preços internacionais”, explicou.

 

O levantamento do CeCafé demonstrou que a variedade arábica responde por 89% do volume remetido pelo Brasil ao exterior em março de 2010, ao passo que o produto solúvel representou 10% e o café robusta 1% do total embarcado.

 

Com o desempenho de março, o Brasil já exportou, no acumulado dos últimos 12 meses — abr/09 a mar/10 — 30.143.314 sacas de café, recebendo a quantia de US$ 4,403 bilhões pelas vendas.

 

Os principais destinos do café nacional, em março de 2010, foram Alemanha, com a aquisição de 1.468.047 sacas; EUA, com 1.248.311 sacas compradas; Itália, com a importação de 700.409 sacas; e Japão, que adquiriu 536.096 sacas no mês passado.

 

Ainda conforme o relatório do CeCafé, Santos permaneceu como o principal porto de embarques do produto, respondendo por 76,2% do volume total, ou 5.604.864 sacas. Na sequência, vieram os portos de Vitória, representando 11,5% (845.005 sacas) e Rio de Janeiro, com um percentual de 9,7 pontos (713.957 sacas). Veja, abaixo, o volume das exportações brasileiras de café, e a receita com elas obtida, de março de 2009 ao mês passado.

 



Escrito por Paulo André (PA) às 16h45
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MANCHA AUREOLADA AFETA CAFEZAIS DA ALTA MOGIANA EM SÃO PAULO

 

Leia, abaixo, matéria de Leandro Costa, publicada hoje no Caderno Agrícola do jornal O Estado de São Paulo, a qual aborda a incidência de mancha aureolada (Pseudomonas syringae pv. Garcae) nos cafezais paulistas, principalmente na região da Alta Mogiana.

 

Arquivo - Conselho Nacional do Café (CNC)

  

Uma doença pouco conhecida e muito favorecida pelo tempo chuvoso e de temperatura amena tirou o sono dos cafeicultores da região da Alta Mogiana, em São Paulo: a mancha aureolada. Causada pela bactéria Pseudomonas syringae pv. garcae, a doença ataca todas as partes da planta (ramos, flores, frutos e folhas), causando necrose e até a morte do pé de café.

 

Segundo o agrônomo da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), Saulo Faleiros, a doença causou grandes perdas para os produtores de café da região. "É difícil estimar um número global, pois ela atingiu várias propriedades em níveis diferentes, mas houve propriedades que visitamos com 80% dos pés contaminados".

 

Faleiros diz que as áreas de plantio situadas em regiões mais altas, acima dos 950 metros, foram as mais atingidas. "Isso porque nessas áreas a ocorrência de ventos é muito maior, o que faz com que a bactéria se espalhe com mais facilidade", diz Faleiros.

Foi o caso da propriedade do produtor Erásio de Garcia Júnior, em Franca (SP). Com áreas de plantio acima dos 1.100 metros de altitude, ele teve todos os seus 40 hectares de lavoura infectados pela bactéria. "Minha lavoura estava linda e acabou "derretida" pela doença", lamenta Garcia.

 

Entretanto, levando em conta o tamanho da infecção, as perdas de produtividade não serão tão grandes. Ao todo, Garcia projeta para a safra, que começa a ser colhida este mês, uma quebra próxima dos 30%. "Sem o ataque eu esperava colher 40 sacas de café por hectare. Agora, creio que esse número deve girar em torno das 30 sacas", lamenta.

 

CONFUSÃO — O diagnóstico correto e o imediato combate à doença, a exemplo do que foi feito na propriedade de Garcia (que acabou servindo de centro de treinamento para os produtores da região), são vitais para evitar perdas maiores, na opinião de Faleiros. "Em muitos casos, porém, o diagnóstico não foi feito no momento certo e nem da forma correta", diz o agrônomo.

 

Ele conta que em alguns casos a mancha aureolada foi confundida com outras duas doenças causadas por fungos: a Phoma e a cercosporiose. "O fato é que o tratamento de uma não serve para a outra e isso acabou causando mais perdas". De acordo com ele, o tratamento indicado para a mancha aureolada é baseado na pulverização de antibióticos e cobre.

 

Segundo Faleiros, a recomendação que tem sido passada aos produtores, mesmo aqueles que já tiveram suas lavouras "derretidas" pela doença, é fazer uma pulverização agora e outra em meados de agosto. "É importante fazer esse controle, pois, ainda que o tempo melhore daqui pra frente, a doença pode ficar incubada e voltar depois, quando voltar a chover constantemente".

 

Para atender aos chamados dos produtores, que desde o fim do ano passado têm relatado a ocorrência de focos da doença em suas propriedades, a Cocapec destacou uma equipe de 14 agrônomos, que visitam as propriedades e ensinam os produtores e funcionários a identificar a mancha aureolada e fazer o combate.



Escrito por Paulo André (PA) às 15h29
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IBGE APONTA SAFRA 2010 DE CAFÉ EM 44,2 MILHÕES DE SACAS

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Levantamento Sistemático de Produção Agrícola (LSPA) relativo a março, no qual apontou a safra 2010 de café do Brasil em 2.654.499 toneladas, o que corresponde a 44.241.650 sacas de 60 kg. Na comparação com a colheita de 2009, os números atuais representam um crescimento de 9,1%, porém ocorreu um leve decréscimo de 4,7% em relação à estimativa de fevereiro deste ano.

 

De acordo com o relatório do órgão governamental, a queda frente a fevereiro pode ser creditada ao Espírito Santo, que apresenta queda de 18,1% na estimativa de produção e de 18,7% no rendimento esperado “em função das más condições climáticas observadas no sul do Estado, onde é cultivado o café arábica. “Nesta região, o chamado ‘café da montanha’ vem sofrendo com longa estiagem, o que explica os decréscimos”.

 

O IBGE informou, ainda, que, em Minas Gerais, problemas observados em meses anteriores, como altas temperaturas na Zona da Mata e excesso de floradas no Sul do Estado, causaram prejuízos à lavoura cafeeira, embora esteja mantida a perspectiva de “safra cheia” para todo o Brasil.

 

No que diz respeito à temporada cafeeira 2009, o órgão justificou o acréscimo esperado como consequência, principalmente, da particularidade que apresenta o café arábica, variedade predominante no País (70%), de alternar anos de altas e baixas produtividades. “O café conilon, por ser mais rústico e cultivado em regiões baixas e quentes, cada vez mais é plantado sob irrigação, o que faz com que esta característica, já quase ausente na espécie, passe, quase sempre, despercebida”.

 

CLIMA — As condições meteorológicas predominantes em 2009 se manifestaram sob forma de chuvas abundantes e constantes durante quase todo o ano, inclusive no inverno, causando, na primavera, um número incomum de floradas, principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Paraná. “Este fenômeno, aliado a um período de altas temperaturas na Zona da Mata de Minas Gerais, no início de 2010, terão suas consequências melhor avaliadas nos próximos levantamentos”, comunicou o Instituto.

 

Por outro lado, o IBGE adiantou que começa a pesar negativamente a longa estiagem no Sul do Espírito Santo, verificada desde o início do ano, justamente na época de enchimento dos grãos. “Ressalta-se que cerca de 30% de toda a produção cafeeira do Estado são de café arábica, que foi o mais prejudicado pelos baixíssimos índices pluviométricos”.

 

ÁREA — Em relação à área total ocupada pela cafeicultura brasileira, o Instituto projetou um crescimento de 0,2% em relação aos números previstos em fevereiro deste ano, mas declínio de 0,9% frente ao espaço ocupado em 2009, constatação verificada em Minas Gerais, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Dessa forma, o parque cafeeiro nacional totaliza 2.350.917 hectares, sendo que 2.138.443 hectares desse total são destinados à colheita.

 

PRODUTIVIDADE O rendimento médio esperado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é de 1.241kg/hectares — 20,68 sacas de 60 kg por hectare —, produtividade 9,0% maior que a obtida em 2009, mas abaixo dos 14,5% previstos em fevereiro, “mas ainda considerando 2010 ano de ‘safra cheia’”, concluiu o IBGE.



Escrito por Paulo André (PA) às 14h53
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